CONCURSO RUA VIVA
NO ESPAÇO VIVENCIAL DE
"MOBILIDADE E EDUCAÇÃO MULTIMODAL PARA O TRÂNSITO"
PROGRAMA CICLOPEVIÁRIO
- PROCESSO PEDAGÓGICO E PROJETO FÍSICO
Após leitura do rico material fornecido pelo próprio concurso e estatísticas feitas através de pesquisa, constatou-se que teremos apenas alguns adendos a agregar, mas deveras relevantes e de cunho predominantemente estrutural:
"Tanto os motoristas de automóveis privados quanto pessoas que compõem qualquer outro tipo de modalidade de deslocamento, nas vias públicas das cidades, SÃO SIMPÁTICOS e ASPIRAM à criação e existência de mais espaços e segurança na mobilidade a pé, bem como a existência de ciclovias e similares"
O uso do automóvel é mais uma imposição estrutural das cidades que um desejo consciente de ser um "motorista vilão" quando se dirige um automóvel. Ao entrar numa rodovia composta predominantemente por automóveis e de sinalização e mobiliários quase que exclusivamente para os mesmos, evidentemente que os motoristas entram no "over mind", no inconsciente coletivo e compulsivo de como esta via se movimenta. Do contrário, certamente provocaria um acidente, pois estaria em desacordo com a fluidez deste trânsito.
Ou seja: o motorista "é" um pedestre, tem consciência de pedestre quando caminhando pelas calçadas e passeios. Age como pedestre e reclama do trânsito quando o mesmo é ofensivo.
Este mesmo pedestre ao chegar em casa e pegar seu carro e entrar numa rodovia , ele dirigirá como um motorista. Na velocidade e no comportamento do motorista como todos outros na via e não será necessário ser um transgressor contundente das leis do trânsito para somar e tornar o trânsito atual num ambiente hostil ao pedestre devido sua demanda, velocidade, mobiliários e sinalizações predominantes. O TRÂNSITO É PREDOMINANTEMENTE DE AUTOMÓVEIS PRIVADOS EM RELAÇÃO AOS MODOS ALTERNATÍVOS NAS VIAS PÚBLICAS PORQUE ASSIM ESTÁ ESTRUTURADO.
Como a maioria das cidades cresceu de forma desordenada, em detrimento dos veículos automotores, por todo um histórico cultural e econômico, que não questionamos nem entramos no mérito, pois foram modelos de desenvolvimento talvez válidos em épocas passadas, hoje se constata praticamente o contrário por uma questão social, ambiental e portanto também econômica.
É obsoleto e arcaico designar quase que toda verba pública, do qual todos nós pagamos impostos, para a contínua sustentação, manutenção e criação de novos espaços para aumentar a capacidade de automóveis privados nas vias públicas, bem como o incentivo a grandes deslocamentos para toda e qualquer atividade do "ser urbano". Certamente devemos contemplar todo e qualquer trajeto com transportes coletivos e também contemplar o individual como o automóvel ou a motocicleta, considerando as possíveis necessidades eventuais individuais de cada cidadão, mas o que precisamos é a criação de "novos espaços", "mais espaços" para outros tipos de deslocamento, para a migração da demanda automotiva privada para os deslocamentos a pé e de ciclistas e similares.
Como nas cidades, a primeira instância, supõe-se que o pedestre ou o ciclista e similares não movimentam o mercado de consumo ou a economia, o que é um equívoco, pois onde o pedestre passa, via de regra, o mercado de rua é bastante desenvolvido, à exemplo dos calçadões, mas de toda forma, a priori não movimenta o mesmo montante capital que a indústria utomotíva, ficando assim estas outras modalidades de transporte num segundo plano ou em plano nenhum.
Se somarmos o que um pedestre consome ou movimenta economicamente (no comércio de rua, no consumo de calçados, roupas apropriadas...), bem como os ciclistas, patinadores, skatistas... veremos que os números $$$ são bem significativos. Especialmente se contabilizarmos os valores absorvidos pelos acidentes de trânsito, segurança e mobiliários públicos para os automotores privados, que poderia ser aplicado na nova demanda de transportes alternativos.
Segundo informação fornecida pelo próprio material do concurso (página 17), no Brasil os automotores privados são predominantes nos espaços públicos, mas os deslocamentos a pé e de coletivos ainda somam o maior número de pessoas que portanto não são contempladas devidamente pelas verbas públicas nos espaços urbanos.
Mas como investir em ciclovias, pedestres ou outras mobilidades frente ao império automotivo, especialmente os privados?
-Designando segmentos (calçadões), sistemas e circuitos de ruas, criadas inicialmente para automóveis, dentro da malha viária global das cidades ou bairros, exclusivamente para o deslocamento de pedestres , ciclistas, patinadores , skatistas, deficientes físicos... e dentro destas vias a construção de um sistema cicloviário e seu respectivo mobiliário e sinalização, bem como para deficientes, num primeiro momento para otimização de verbas. E num segundo momento poderemos implantar todo um calçamento e mobiliários também apropriados para os pedestres com pisos específicos, jardins, bancos, bebedouros, banheiros públicos...
O ciclista em específico, é um pedestre sobre rodas potentes, vulnerável por demais em meio aos veículos automotores. E por outro lado,o ciclista pode representar um relativo perigo de acidente para o pedestre, mas de toda forma, mais compatíveis entre si.
Uma vez que abrem-se espaços físicos para as novas demandas de pedestres e cicloveículos, as mesmas aumentarão progressivamente pois há esta necessidade e vontades urgentes do "ser urbano" e, por outro lado devido à migração destas novas demandas, inclusive aliviaria a demanda de carros privados nas rodovias, facilitando também o deslocamento destes mesmos outomotívos privados, diminuindo a incidência dos ENGARRAFAMENTOS.
Não acreditamos somente na repressão de demandas de carros privados como solução efetiva para o trânsito e sim que atenuam, como no caso das placas rotativas entre outras formas que agregam certamente, mas não resolvem os problemas de todo. É muito difícil e dispendioso repreender. O ideal é motivacionar uma migração de demandas, para outras formas possíveis de deslocamento. Caminhar, andar de bicicleta, patins, skates ... são excelentes formas de deslocamento: barato, saudável, não polui, fomenta o mercado de rua, promove a descentralização...
É NECESSÁRIO REFORMULAR A ESTRUTURA FÍSICA DAS CIDADES CRIANDO NOVOS ESPAÇOS PARA A OCUPAÇÃO DE NOVAS DEMANDAS DE DESLOCAMENTOS ALTERNATÍVOS (pedestre, ciclistas e similares), AS CICLOPÉVIAS (Como explicaremos e leremos mais abaixo).
SEM ESPAÇOS FÍSICOS ADEQUADOS, MOTIVAR FORMAS ALTERNATÍVAS SERÁ EM VÃO e indução ao homicídio público. Lamentamos o peso da declaração, mas já é até um - "dito popular" - o trânsito é uma arma...
Especialmente se agregarmos e considerarmos o escalonamento de horários diferenciados, estabelecendo três ou quatro turnos em nossa legislação trabalhista, diminuindo a carga horária e aumentando o número de empregos, contemplando prioritariamente na contratação, além da capacitação profissional, os moradores locais e mais próximos.
Chamamos a essa concepção de projeto de "CICLOPÉVIAS": ruas secundárias e terciárias estudadas e elencadas dentro da malha viária de ruas já existentes para automóveis, destinadas para o uso exclusivo de pedestres (crianças, idosos, atletas, pessoas normais), ciclistas, similares e deficientes físicos, na forma de calçadões, sistemas ou circuitos de ruas, num percentual de vias de 1% de CICLOPÉVIAS em relação aos outros 99% para os outomotívos, a cada raio de 10 km.
Para o planejamento das expansões das cidades e das novas cidades, encaminhamos que as vias públicas contemplem impreterivelmente as ciclovias e todo seu mobiliário e legislação conforme o melhor modelo possível registrado por algum País que o fez com qualidade e excelência ou que concebemos o nosso próprio, contanto que o implantemos.
Também toda uma priorização hierárquica na concepção e estruturação das cidades para os pedestres, que requerem espaços maiores e predominantes uma vez que os mobiliários são mais simples e os mesmos compõem toda e qualquer outra modalidade. O Ser humano, que é Universal em todas as modalidades, supremo e mais vulnerável do que as outras formas de deslocamento.
Em terceiro lugar nesta hierarquização das vias públicas contemplaríamos os coletivos, impreterivelmente com mobiliários para deficientes e toda qualificação estrutural possível.
E em quarto lugar, contemplaríamos as motocicletas e os automóveis privados, com uma faixa na largura suficiente para um único veículo com eventuais espaços para a ultrapassagem e todo mobiliário possível de segurança e sinalização para os mesmos.
Existe ainda a modalidade das carroças (onde deve ter sido baseado, a concepção do termo "leito carroçável"), que nos parece não haver legislação de consenso ou não observada e respeitada, nas vias públicas. Via de regra não tem placa de identificação, crianças dirigem... Não é informado em que vias é possível seu tráfego ou não. Para tanto, encaminhamos que também seja elaborado uma legislação a nível nacional e assim, as vias devidamente sinalizadas e mobiliadas.
Os transportes coletivos já estão bem contemplados em termos de número de veículos, destinos e acessos. Talvez o ideal, tratando-se de um serviço público, seria limitar as frotas privadas contemplando um maior número de proprietários como cooperativas, pequenas empresas, ou ainda públicas, também com a idéia de subsídios às passagens. No termo de referência, anexo ll, página 17, do material fornecido pelo concurso, é dito que há 64 linhas de ônibus, com uma frota aproximada de 570 ônibus, executado por apenas quatro empresas no município de Guarulhos.O mesmo ocorre em muitas outras cidades brasileiras.
Certamente com campanhas incentivando o uso dos coletivos e os qualificando ao invés de automóveis privados. Mas garantimos e encaminhamos enquete popular que: muitas pessoas que usam carros privados certamente prefeririam ir a pé ou de bicicleta e similares do que necessariamente de ônibus.
"CIRCUITO CICLOPÉVIARIO"
no
ESPAÇO VIVENCIAL DE "EDUCAÇÃO PARA O TRÂNSITO MULTIMODAL"
ou
ESPAÇO DE EDUCAÇÃO MULTIMODAL PARA O TRÂNSITO
Inicialmente constatamos que o verbo "transitar" que se aplica a qualquer modalidade de veículo ou transporte, quando aplicado no "trânsito", com o tempo e na concepção popular, ficou restrito aos automotivos por sua predominância histórica nas vias públicas. Portanto, hoje, na concepção popular entende-se por TRÂNSITO, os deslocamentos exclusivos dos automotores.
Em termos pedagógicos, hoje, tanto na disciplina escolar como na ciência, consideram-se prioritariamente os aspectos motivacionais que permeiam todas as formas de melhor aprendizado e ensino.
Considerando os novos métodos da PNL, Programação Neurolingüística e da Inteligência Emocional, reformularíamos todas as redações e textos educativos dos excelentes programas de educação no trânsito já existentes do Espaço Vivencial, sob os cânones de uma nova “visão”, ou audição da palavra e da idéia: A verdadeira palavra! O que ela significa em seu bojo gramatical e ou em seu entendimento popular.
Em nosso sistema neurológico e em nossos códigos de memória cerebral, na convenção da linguagem formal de nosso idioma (em nosso caso o português), o NÃO, quer dizer algo negativo, algo ruim e, se somarmos a uma outra palavra negativa como MATAR, que também, em nossa concepção é negativa, ruim e proibida, teremos uma expressão fortemente negativa.
Portanto, por exemplo, a expressão: - NÃO CORRA, NÃO MORRA!, Teria quatro palavras negativas expressas de forma imperativa. Ou seja, o sujeito passivo que quer inconscientemente e conscientemente , confiante, dirigir de forma adequada e relaxada seu carro, atendendo espontaneamente a sinalização no trânsito, seu "self" automático estará recebendo uma ordem ao contrário do pretendido ou seja um NÃO, um CORRA, outro NÃO e um MORRA.
De uma forma mais adequada, encaminharíamos o uso de termos positivos, especialmente de forma motivacional e ou lúdica para atingirmos nossos objetivos pedagógicos no social de forma mais direta e efetiva:
SIM (afirmativo, positivo):
Portanto encaminhamos que a palavra "Trânsito" seja temporariamente substituída por similares que contemplem seu sentido multimodal, já começando desde o nome do Espaço Vivencial, como escrevemos acima. Ou ainda, ESPAÇO VIVENCIAL PARA EDUCAÇÃO MULTIMODAL NA MALHA VIÁRIA URBANA... (É longo, é acadêmico, não é sonoro... mas é real e surte efeito. Escuta-se, lê-se e informa-se o que se pretende).
CIRUITO CICLOPEVIÁRIO
no
ESPAÇO DE EDUCAÇÃO MULTIMODAL PARA O TRÂNSITO
O Espaço Vivencial torna-se o lugar perfeito para aplicação e laboratório desta forma multimodal e democrática de transportes e deslocamentos.
Sugerimos demarcações no solo destas vias, e placas de sinalização.
Nestas vias aceita-se e contemplam-se todas as formas de modalidades, hierarquicamente priorizando e respeitando:
Aqui no em nosso Estado, temos um manual de ciclistas que não é oficial nem de caráter Nacional e que, questionamos muitos de seus itens, sem falar que os motoristas em sua maioria o desconhecem. Temos que ter uma legislação Nacional definida, tanto para o ciclista em meio aos carros como em ciclovias específicas, que ainda são inexistentes no Brasil. Bem como, as devidas demarcações e sinalizações nas ciclofaixas cujos motoristas desavisados e distraídos às tornam por demais perigosas, sendo mais adequadas em espaços específicos e ou parques que não junto aos automotores.
A questão das ciclovias e ciclofaixas são assunto para serem instruídas e sabatinadas já nas habilitações e expedições das carteiras de motorista. Ou neste caso, carteiras de habilitação para o trânsito multimodal, pois se faz mister, imprescindível seu aprendizado, o do trânsito, como um todo. Inclusive em relação às motocicletas, pedestres (eu prefiro caminhar sempre na contramão, pois confio mais no meu reflexo), ciclistas, carroças (que ainda existem muitas), skatistas que andam entre os carros. Como o motorista deverá proceder? "O motorista talvez não ande de bicicleta ou de skate ou e outras formas, mas deve aprender como os mesmos, quais são as regras e como se dá a legislação". Esta parte da legislação do trânsito poderia ser classificada como "A CIDADANIA E A IGUALDADE DE DIREITOS" nas formas de deslocamentos das cidades.
Este mesmo nome poderia ser dado a Matéria Transdisciplinar nas escolas como eixo unificador. A disciplina de CIDADANIA E IGUALDADE DE DIREITOS. Bem como, também propomos a possibilidade de cursos técnicos de formadores de agentes de fiscalização e denúncias de problemas e estragos no trânsito, alertando ainda, erros nas estruturas viárias, engarrafamentos, primeiros socorros, talvez autuações...
Após o curso, empregando-os e remunerando estes agentes numa forma de agregar ao PROGRAMA DE OPORTUNIDADE AO JOVEM.
Em todos os modos de deslocamento no trânsito multimodal, a legislação e a fiscalização deverão ser ostensivas. Um forte e completo programa de educação e legislação, mas não há como conter ou disciplinar uma população desgovernada ou viciada em erros e desrespeito sem agentes de fiscalização e penalização.
Em síntese, no ESPAÇO MULTIMODAL DE EDUCAÇÃO PARA O TRÂNSITO, haverá uma demarcação exclusiva para os ciclistas em forma de ciclofaixa ou ciclovia. Já os micro-ônibus, carros privados e pedestres comungarão o restante dos espaços nas vias. Mas com a devida demarcação para os micros e a faixa de "refúgio" exclusiva para os pedestres, darem passagem para os micros.
Em anexo, ao nosso projeto, colocaremos a disposição para um posterior envio:
Não é citado no projeto (quando aplicado nas cidades reais), mas o encaminhado é que: as garagens eventuais existentes nos TRAJETOS CICLOPEVIÁRIOS, sejam desapropriadas ou que seja criado uma forma ou tipo de "selo" para colar no pára-brisa dos moradores e eventuais autorizados carros privados a passarem na velocidade máxima de 10 km/h (dez kilômetros/hora), com os piscas das sinaleiras de alerta ligados, observando e respeitando a prioridade dos pedestres.
ALGUMAS OUTRAS SUGESTÕES PARA IMPLANTAÇÃO NO ESPAÇO DE EDUCAÇÃO MULTIMODAL PARA O TRÂNSITO.
NAS CAMPANHAS PERMANENTES DO ESPAÇO MULTIMODAL PARA O TRÂNSITO, propomos as parcerias público-privado, onde empresas que queiram patrocinar tanto mobiliários como placas para o trânsito na malha viária das cidades (ou também ainda em rodovias intermunicipais, interestaduais e federais), poderiam fazê-lo mediante pequena assinatura desta empresa ou pequena logomarca numa proporção de 10 cm² (dez centímetros quadrados) em uma placa de 1m² (um metro quadrado), a exemplo.
Acompanha a proposta acima, a erradicação total, a exclusão total de toda e qualquer mídia paga nas vias públicas ou com visibilidade nas vias públicas. Além de distraírem os motoristas, também são espaços públicos de todos e para todos. A população não é obrigada a ter que se submeter à mídia privada quando num passeio ou qualquer tipo de deslocamento, que via de regra, é negociada em casos e acordos isolados. Além de invadir a população, também ocorrem injustiças em relação ao empresariado, que na desigualdade econômica do País, não podem pagar os altos preços que os grandes empresários, no mesmo ramo, podem pagar, predominando seu império e aniquilando com os pequenos. Os micros e pequenos empresários, empregam e movimentam 96% (noventa e seis porcento) do mercado Nacional (dados do SEBRAE). No entanto, os outros 4% é que imperam na mídia e nos subsídios financeiros de nosso País.
Aos acordos anteriormente já firmados, na mídia pública, encaminhamos uma forma de quebra e indenização de acordo, o que poderemos fazer especialmente se houver uma nova legislação a respeito.